Dor nos ossos, cansaço e infecções frequentes? Pode ser um tipo raro de câncer na medula

Conheça o mieloma múltiplo, uma doença que não tem cura, mas conta com remédios cada vez mais eficazes para quem faz o diagnóstico precoce

A jornada de um paciente diagnosticado com mieloma múltiplo pode ter um início silencioso. A maioria terá sofrido durante meses ou até mesmo anos com dores ósseas. Provavelmente, passará por diferentes médicos, fará vários tipos de exame até descobrir a causa desses sintomas, que são muitas vezes confundidos com incômodos naturais do envelhecimento.

Em um primeiro momento, essas pessoas sofrerão um baque enorme ao tomar conhecimento de duas informações relacionadas com esse mal. A primeira é que se trata de uma neoplasia maligna da medula óssea – em outras palavras, um câncer; a segunda é que, por enquanto, esse tipo não tem cura.

Para grande parte desses pacientes, porém, em seguida virão as boas notícias: receber o diagnóstico correto terá aberto o caminho para tratamentos que estão cada dia mais eficazes e menos desconfortáveis. Com eles, especialmente se a doença foi diagnosticada no início, as dores e a anemia irão regredir e ficar meses ou mesmo anos sem voltar. Eles saberão que, quando os sintomas retornarem, contarão com drogas ainda mais potentes e confortáveis para combatê-los.

“Entre todos os tipos de câncer, o mieloma múltiplo é o que mais vem tendo aprovação de novos medicamentos no mundo”, afirma o hematologista Ângelo Maiolino, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chefe do serviço de hematologia do Hospital Universitário da mesma instituição.

Outro especialista, o também hematologista Dr. Walter Braga, responsável pelo Ambulatório de Mieloma Múltiplo da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), confirma: “Há vinte anos, quando se descobria a doença, praticamente não havia o que fazer. Há dez, o leque de terapias era muito pequeno. Desde então, sobretudo de cinco anos para cá, surgiram tratamentos revolucionários”. Ou seja: ainda que seja um câncer sem cura, dá para encará-lo com confiança e otimismo.

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